terça-feira, 10 de maio de 2011

Aokigahara: A floresta da morte

  Imagine caminhar em uma floresta onde em vez de frutos nas árvores existem corpos dependurados por todos os lado e ossos jogados no chão. Apesar e parecer uma cena de filme terror, essa mata macabra existe de verdade no Japão.


   Aokigahara é uma floresta fechada na base do monte Fuji, sobre a qual existem diversas lendas e contos, que de alguma maneira tentam explicar os motivos que levam diversas pessoas a morrerem lá ou mesmo a cometerem suicídio, que é algo extremamente comum no local.
  
  A crença popular dizia que as bússolas não funcionavam no local, por isso muitas pessoas se perdiam e acabavam morrendo, mas isso foi desmentido, pois o único metal que é encontrado em grande quantidade lá é o ferro, que não tem um campo eletromagnético forte para alterar uma bússola. Outra lenda contava que existiam fantasmas e monstro que povoando a mata, mas isso não passa de criação do povo para tentar explicar algo que não conseguem entender.


Contudo, o que mais chama a atenção nessa floresta não são as mortes ocasionais, mas sim o número de suicídios que lá ocorrem, chegando a mais de 30 por ano. De tantas pessoas que vão até lá tirar sua própria vida, as autoridades colocaram placas pedindo para que elas pensem antes de fazer isso, tentando desencorajar os suicidas. Porém, mesmo com essas medidas, todos os meses a polícia local faz um incursão na mata para recolher os novos corpos, que sempre surgem.

Dizem que essa “moda” de suicidar-se na floresta de Aokigahara começou graças a um livro que descrevia o local como “o lugar perfeito para morrer”. Outro fator que deve ter contribuído foi um problema econômico que afetou o Japão por volta de 1830, que fez algumas famílias deixassem os mais velhos e fracos na floresta para que morressem, dessa forma menos pessoas ficariam para comer, poupando o dinheiro e comida que estavam em falta.

Mesmo com essa história não há como afirmar se foram esses motivos que tornaram essa floresta em um cemitério macabro a céu aberto, só sabe-se que esse local é muito estranho, atraindo as pessoas que procuram a morte de maneira explicável.




Cultura Maori

A Nova Zelândia foi um dos últimos lugares da Terra a serem descobertos e colonizados.
Provas sugerem que provavelmente ondas de migrações vieram do leste da Polinésia entre 10 e 800 D.C. A tradição oral maori descreve a chegada de antepassados provenientes de Gaawiki (um lugar lendário na parte tropical da Polinésia) por grandes navios que cruzavam os oceanos.
Não existe nenhuma prova de assentamento humano na Nova Zelândia antes dos viajantes maoris; por outro lado, evidências arqueológicas, indicam que os primeiros habitantes vieram do leste da Polinésia e se tornaram os maoris.
Na Nova Zelândia há uma riqueza enorme quanto à tatuagem. E a tatuagem mais importante é feita no rosto.  Para muitas culturas, a mão, o rosto e o pescoço ficam fora da pintura corporal. Para os maoris, o homem cobre todo o rosto quanto mais nobre ele é ou pela posição social. A tatuagem dá status dentro da tribo ou clã. Quando eles entravam em guerra, cortavam a cabeça do inimigo e colocavam-na em urnas sagradas. No século 19, as cabeças tatuadas dos guerreiros maoris se tornaram objetos cobiçados por colecionadores europeus. Começou, então, o tráfico dessas cabeças começou com os próprios maoris, eles passaram a matar e vender para comerciantes e trocá-las por armas de fogo.

Interações com a Europa antes de 1840

A colonização europeia da Nova Zelândia foi relativamente recente. Os maoris foram a última comunidade a ser influenciados pelo europeus.
Os primeiros exploradores europeus — incluindo Abel Tasman (que chegou em 1642) e o capitão James Cook (que visitou pela primeira vez em 1769) — relataram encontros com maoris. Estes primeiros relatos descreviam os maoris como uma raça de guerreiros ferozes e orgulhosos. Guerras inter-tribais ocorriam freqüentemente durante este período, com os vitoriosos escravizando ou até comendo os perdedores.
No começo dos anos 1780 os maoris tiveram encontros com marinheiros e baleeiros; alguns até eram tripulantes dos navios estrangeiros. A corrente contínua de presos que escapavam e de outros desertores em navios da Austrália também expôs a população indígena da Nova Zelândia à influências de fora.
Em 1830 estimava-se que o número de europeus vivendo entre os maoris fosse de cerca de 2.000. As posições dos recém-chegados variavam de escravos a conselheiros de alto nível, de prisioneiros a outros que abandonaram a cultura européia e se identificaram como maoris. Quando Pomare comandou um destacamento de guerra contra Titore em 1838, ele tinha 132 mercenários entre seus guerreiros. Frederick Edward Maning, um dos primeiros colonos, escreveu dois livros contemporâneos de sua vida, que se tornaram clássicos na literatura neozelandeza: Old New Zealand e History of the War in the North of New Zealand against the Chief Heke.
Durante este período, a aquisição de mosquetes pelas tribos em contato com os europeus, causou o desequilíbrio de poder entre as tribos maoris, e começou um período de guerra sangrenta, inter-tribal, conhecida como "Guerra dos Mosquetes", que resultou na exterminação efetiva de várias tribos e a migração de várias outras para fora de seus territórios tradicionais. Doenças européias também mataram um grande número de maoris durante este período (o número exato é desconhecido).
Com a crescente atividade missionária européia e a colonização durante os anos 1830 — somada à falta de leis européias na colônia — a Coroa Inglesa, como potência mundial da época, foi pressionada para interferir contra o extermínio dos maoris.

                                 Te puni,um chefe maori do século XIX