A Nova Zelândia foi um dos últimos lugares da
Terra a serem descobertos e
colonizados.
Provas sugerem que provavelmente ondas de migrações vieram do leste da Polinésia entre
10 e
800 D.C. A tradição oral maori descreve a chegada de antepassados provenientes de Gaawiki (um lugar lendário na parte
tropical da Polinésia) por grandes
navios que cruzavam os oceanos.
Não existe nenhuma prova de assentamento humano na
Nova Zelândia antes dos viajantes maoris; por outro lado, evidências
arqueológicas, indicam que os primeiros habitantes vieram do leste da
Polinésia e se tornaram os maoris.
Na Nova Zelândia há uma riqueza enorme quanto à tatuagem. E a tatuagem mais importante é feita no rosto. Para muitas culturas, a mão, o rosto e o pescoço ficam fora da pintura corporal. Para os maoris, o homem cobre todo o rosto quanto mais nobre ele é ou pela posição social. A tatuagem dá status dentro da tribo ou clã. Quando eles entravam em guerra, cortavam a cabeça do inimigo e colocavam-na em urnas sagradas. No século 19, as cabeças tatuadas dos guerreiros maoris se tornaram objetos cobiçados por colecionadores europeus. Começou, então, o tráfico dessas cabeças começou com os próprios maoris, eles passaram a matar e vender para comerciantes e trocá-las por armas de fogo.
Interações com a Europa antes de 1840
A colonização
europeia da
Nova Zelândia foi relativamente recente. Os maoris foram a última comunidade a ser influenciados pelo europeus.
Os primeiros exploradores europeus — incluindo
Abel Tasman (que chegou em
1642) e o capitão
James Cook (que visitou pela primeira vez em
1769) — relataram encontros com maoris. Estes primeiros relatos descreviam os maoris como uma raça de guerreiros ferozes e orgulhosos. Guerras inter-tribais ocorriam freqüentemente durante este período, com os vitoriosos
escravizando ou até comendo os perdedores.
No começo dos anos
1780 os maoris tiveram encontros com
marinheiros e
baleeiros; alguns até eram tripulantes dos navios estrangeiros. A corrente contínua de presos que escapavam e de outros desertores em navios da
Austrália também expôs a população indígena da
Nova Zelândia à influências de fora.
Em
1830 estimava-se que o número de europeus vivendo entre os maoris fosse de cerca de 2.000. As posições dos recém-chegados variavam de
escravos a conselheiros de alto nível, de prisioneiros a outros que abandonaram a cultura européia e se identificaram como maoris. Quando Pomare comandou um destacamento de guerra contra Titore em
1838, ele tinha 132 mercenários entre seus guerreiros.
Frederick Edward Maning, um dos primeiros colonos, escreveu dois livros contemporâneos de sua vida, que se tornaram clássicos na literatura neozelandeza:
Old New Zealand e
History of the War in the North of New Zealand against the Chief Heke.
Durante este período, a aquisição de
mosquetes pelas tribos em contato com os europeus, causou o desequilíbrio de poder entre as
tribos maoris, e começou um período de guerra sangrenta, inter-tribal, conhecida como "Guerra dos Mosquetes", que resultou na exterminação efetiva de várias tribos e a migração de várias outras para fora de seus territórios tradicionais.
Doenças européias também mataram um grande número de maoris durante este período (o número exato é desconhecido).
Com a crescente atividade
missionária européia e a
colonização durante os anos
1830 — somada à falta de leis européias na colônia — a
Coroa Inglesa, como potência mundial da época, foi pressionada para interferir contra o extermínio dos maoris.
Te puni,um chefe maori do século XIX